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World Environment Day 2012 – Green Economy

Post from my friend Juliana Ganan in her blog CLIMATESMARTAGRICULTURE

Coming from a family of coffee growers, when I was a kid I always wondered why there were banana trees in line with the coffee trees  in our little farm. One day I finally asked my dad, and he explained that the bark from the banana trees served as fertilizer for the coffee, and their leaves also served as shade to the coffee trees. (And of course we got to eat many bananas as well). Now, I know that the name of this old and simple technique is called intercropping, and it has been applied in other coffee growing countries, like Tanzania and Uganda.

The 2012 theme for World Environment Day is Green Economy: Does it include you?

Yes, it does. If you eat, you should be concerned about the future scarcity of resources (soil, clean water) to produce food. If you are a  farmer, you should be concerned about how to obtain high productivity using less inputs, and how to protect your natural resources. In other words, we want to have agriculture products that are produced respecting the environment and at the same time, requiring fewer investment. How do we achieve that? With a system that respects the environment and by doing so, becomes climate resilient.

And such system is possible. The tips described on the Evergreen Agriculture post lead you to a low cost, resilient, environmental friendly agricultural production system. And what is striking about it is that all the recommendations for the Green Agriculture are easy to follow – this is what our farmers used to do in the past, when there were no such things as high-tech tractors and “advanced” synthetic pesticides and fertilizers. Conscious farmers do not  harm the environment to get a substantial increase in the short term, as they know that this will affect their production capacity in the long term. Conscious farmers use simple and effective solutions, like intercropping.

The UNEP has also published some successful histories related to Green Economy in developing countries. One of them is about Organic farmers in Uganda – and how they learned better post harvest techniques, and how to sustainably manage the natural resources. In a country that could easily be the victim of an agriculture sector highly dependent upon chemical imports, the rise of the organic sector is excellent news for the environment, and for the income of thousands of small farmers.

It’s histories like these that we like to read. Let’s get more people committed to the Green Economy cause!

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O interessado é interessante.

Na semana passada uma amiga me disse: O interessado é interessante. Cheguei a postar essa frase no facebook e na mesma semana apareceu um post de uma página que sigo sobre publicidade que fazia referencia ao post ,How to be interesting, do blog de Russel Davies. Ele aborda algumas estratégias para se tornar uma pessoa mais interessante e interessada, absorver informação, estimular a criatividade , gerar mais idéias e compartilhar esse seu conteúdo.

Davies partiu de dois princípios.

  • Para ser interessante você precisa ser interessado. Saiba escutar,  seja curioso, preste atenção aos detalhes, seja mais perceptivo. Ser interessado o torna interessante.
  • Pessoas interessantes são boas em compartilhar. Estamos na era do relacionamento e o compartilhamento é sua a essência, a quantidade de informação disponivel hoje em dia é incrivel.  Não é possivel uma pessoa coletar e interpretar toda essa informação, se tentar você vai ficar louco, saiba filtrar o que realmente te importa e o que realmente vale a pena ser compartilhado, não seja um chato tagarela. Compartilhe suas opiniões, ideias, descobertas, debata, questione e aperfeiçoe seu conteúdo.

Partindo disso, ele aborda dez tópicos. Fiz alguns comentários pessoais.

1-Tire ao menos uma foto por dia. Poste no flickr.

Eu que adoro fotografias achei ótima essa idéia. Carregue sempre uma câmera, hoje com a tecnologia de celulares com câmera fica ainda mais fácil. Interessante que o fato de carregar uma câmera e se manter atento para tirar alguma foto, vai mudar sua maneira de ver as coisas, você notará mais coisas.

Poste em sua rede social, seja facebook, flickr ou instagram, compartilhe. Isso fará você ser um pouco mais critico sobre o que fotografará e postará e legal que também poderá gerar uma discução sobre a imagem.

2-Comece um blog. Escreva ao menos uma sentença toda semana.

Nunca fui muito de escrever e ainda acho que não sou, mas a pouco resolvi começar este blog para desenferrujar meus dedos e compartilhar, assumo que ainda tenho muito o que aprender.

Russel faz referencia a uma famosa frase de Hemingway, “escreva uma frase verdadeira”. Clique na citação abaixo para entender melhor.

“All you have to do is write one true sentence.
Write the truest sentence you know.” –
Ernest Hemingway

E blogar é bem como diz Russel, a maioria não são jornalistas profissionais, então para poder ter bons conteúdos para postar, essas pessoas acabam reparando mais nas pequenas coisas do cotidiano, sai para ver as coisas, pesquisa mais, o que torna uma pessoa um pouco mais antenado ao mundo.

Conecte-se com blogs de seu interesse, o relacionamento dentro da blogesfera é incrivel e permite uma grande troca de conhecimento e aprendizado.

3-Mantenha um scrapbook.

Essa parte preciso me dedicar mais, antigamente cheguei a ter alguns scrapbook, especialmente na época de intercâmbio, escrevia idéias, colava coisas que achava bacana, desenhava e outras groselhas mais, hoje em dia tenho mais para anotar pautas de reunião e algumas idéias do trabalho, uso menos para fins pessoais e criativos, preciso retomar essa atividade. Essa estratégia é muito legal pois você pode olhar notas antigas, pra ver o quanto evoluiu em certos pontos, retomar boas ideias que ficaram no rascunho e começar a fazer delas algo palpável.

4-Leia toda semana uma revista que nunca leu antes.

Eu sou do tipo que lê até bula de remédio e rótulo de comida vendo os ingredientes e informações nutricionais hehe. É bom ler qualquer coisa que caia em mãos, de revista de pesca ao Diário Oficial, pessoas interessadas tem interesses por coisas de todos tipos e exploram esses mundos, para isso nada melhor que publicações especializadas.

5-Uma vez por mês, entreviste alguém por 20 minutos e descubra como elas se tornaram interessantes. Faça podcasts das conversas.

Essa dica achei muito bacana! Entrevistar alguém permite uma excelente troca de idéias, ainda mais se você sempre procurar pessoas de diferentes interesses. Esse tópico tem tudo a ver com uma citação de Confúcio que fiz no post Meu primeiro e inesquecível almoço executivo.

Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma idéia e troca com outra pessoa que também tem uma idéia, cada um fica com duas.

Em uma próxima oportunidade de me encontrar com o Mauro ou outro líder da IBM vou tentar botar esse tópico em prática.

Uma boa dica do Russel é fazer podcasts dessas entrevistas.

6-Colecione algo.

Atualmente minhas coleções são as revistas Wake Brasil sobre wakeboard, esporte que sou apaixonado,  minhas câmeras analógicas e as fotos feitas em filme 35mm e livros de literatura geral, que infelizmente perdi alguns para cupins famintos, foi algo desolador, mas me obrigou a fazer novas prateleiras no meu quarto. Meu irmão irmão caçula coleciona discos longplay, ele é louco por música, uma coleção que compartilho com ele o gosto musical e vira e mexe colaboro com algum disco bacana que acho quando resolvo garimpar algum sebo ou na net.

7-Uma vez por semana, sente-se em um café por uma hora e ouça a conversa dos outros. Faça anotações. Poste sobre esses assuntos no seu blog (com muito cuidado).

Assumo que sou um grande curioso e adoro ficar pescando conversas de passagem que ouço no café, no restaurante, na faculdade, etc. Só nunca pensei que fazer anotações sobre as conversas, vou começar a registrar mais esses dialógos e posta-los, quem sabe crio algumas histórias malucas.

8-Mensalmente, escreva 50 palavras sobre uma peça de arte visual, um texto, uma música e um trecho de filme. Se puder, faça o mesmo para outros tipos de arte. Poste-as no seu blog.

Sem querer acho que já pratiquei este tópico no post Blues, Riffs & Stevie Ray Vaughan!, mas deve ter passado das 50 palavras. Muito interessante essa estratégia pois permite você trabalhar melhor sua critica e opinião sobre as diversas artes, isso lhe agregara muito conteúdo. E você, costuma tomar nota das coisas que ouve, assiste, vê ou lê?

9-Crie coisas.

Sempre gostei de inventar moda ,especialmente quando se tratava de arte manual, já fiz alguns estêncils, adorava montar modelos de escala, criei album de fotos e outras “artes”, no sentido de advertência que as mães usam (não vai fazer arte, heim!), ouvi muito :) . Atualmente estou fazendo um de varal de fotos, já esta um pouco encaminhando, hoje cortei o papel cartão onde vou colar as fotos e separei cerca de 40 das minhas impressões preferidas, depois vou reduzir esse némero para 12 ou 16, mas antes de instalar preciso pintar a parede do quarto e decidir como vai ser armação. Posto fotos da parede quando finalizada.

10-Leia.

Ler é importante sempre, nem preciso comentar, né. Uma boa sugestão a rede social o Skoob, para gosta de ler e quer compartilhar leituras.

Bom é isso só. E você, o que tem feito para ser interessante? Sugestões?

Para ler o post original de Russel Davies clique aqui (em inglês).

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Marketing no futebol – Devemos aprender com os Europeus

DEVEMOS APRENDER COM OS EUROPEUS – Por Faceblog Esportivo

Enquanto os clubes brasileiros “se matam” para conseguir alguns trocados vendendo espaços publicitários na camiseta de jogo, clubes europeus focam suas atenções em inovar e oferecer às marcas novas maneiras de interagir com o clube (e seus jogadores) sem a mínima necessidade de aparecer em suas camisetas.

Me espantou ver a camiseta do Guarani FC na final do Paulistão 2012 com aquela quantidade de patrocinadores. O que os profissionais de marketing esperam conseguir através destas ações que não criam vínculo algum com o clube e muito menos com seus torcedores? Qual o retorno que uma marca obtém estampando seu logotipo numa camiseta de futebol e dividindo este mesmo espaço com outros 4 ou 5 anunciantes? Isso sem contar que ali ainda vão o emblema do time, a marca do fabricante da camiseta e ainda o número e nome do jogador. Para clube isso parece ser a grande solução financeira, mas não é. Uma hora os anunciantes perceberão que esse investimento não trás nenhum resultado e abandonarão essas propriedades. E ai, como fica?

Os clubes e empresas anunciantes devem entender que o público consumidor de futebol pode ser impactado em muitos outros lugares que não durante a partida na televisão. A Heineken* há pouco tempo impactou torcedores dentro de um teatro, filmou toda a ação e publicou no Youtube, onde milhões de pessoas foram atingidas através do que chamamos de marketing viral. A Audi* faz uma ação onde presenteia os jogadores de clubes (este ano foram Real Madrid C.F. e FC Barcelona) com carro zero. O mundo inteiro viu Leo Messi e Cristiano Ronaldo, entre outros, ao lado de seus carrões.

Está na hora dos departamentos de marketing dos clubes brasileiros inovarem e pararem de focar todas suas atenções à venda de espaço nas camisetas, programas de sócio-torcedor e entregar ovos de páscoa em abril. É necessário criar e oferecer ao mercado novas maneiras de interagir com o clube e seus torcedores.

O vídeo ao lado é apenas um dos muitos exemplos de como um clube de futebol pode gerar renda sem precisar transformar a camiseta de seus times em classificados de anúncios.

Veja também:
*Heineken –> http://www.youtube.com/watch?v=_U4j6mTwloU
*Audi Real Madrid –> http://www.youtube.com/watch?v=8zjWAlEiZyU
*Audi Barcelona –> http://www.youtube.com/watch?v=mDBUgurB2zw

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NICOBOCO Wake Jam – o campeonato que foi um show!

Evento entra para a história do wakeboard brasileiro

A cidade de Jaguariúna recebeu no último sábado, dia 28, a 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Cable Duas Torres. Um evento de formato inédito no Brasil. A competição que contou com 2 categorias, wakeskate e wakeboard, 46 inscritos, sendo 10 pro riders do Brasil e 2 top riders americanos, Brian Grubb do wakeskate e Andrew Adkison do wakeboard. O evento foi um tremendo sucesso que atraiu mais mil espectadores. A competição realizada em uma raia de 130 metros com um cable de duas torres do Naga Cable Park contava com um kicker double side e um slider Roof Top, além de que valia as manobras de Air Tricks, que são saltos realizados utilizando a pressão do cabo, bem parecido com as manobras de Kite Surf. Esse formato é muito utilizado exterior pela sua facilidade de organização, atração e aproximação do público, essa foi a primeira competição do gênero no Brasil.

Foram mais de 50 inscritos no total, sendo 36 atletas de wake, dos quais 12 chegaram na semifinal onde os melhores wakeboarders brigavam por uma vaga na final,  os riders Deco Rondi, Marcos Amato, Igor B8, Vitinho Cordeiro (de 14 anos) e Pedrinho Caldas (12 anos, a promessa do esporte) foram eliminados pelos finalistas Andrew Adkison, Bruninho “Bieber” Utlote, Lucas “Half” Lombarda, Marreco, Jovem e Henrique “Ganso” Daibert (que pousou um Roll to Blind de Air Trick bem legal na cara da galera).

WAKEBOARD:

Na final, quem venceu foi o americano Andrew, pousando S-Bend to Blind no Air Trick, grebando Nose em seu Roll to Revert, encaixando o Crow Mobe e entrando de Front Board 90 out no Roof. Passada campeã. Em segundo, Lucas Lombarda, o rider local mais consistente do evento se deu bem, Front Board style trocando de pé enquanto girava blind 3, Mute Cab Roll, Batwing e Blind Judge de Air Trick. O cara não caiu no evento inteiro. E em terceiro ficou Eduardo “Jovem” mesmo tendo acertado HS Roll to Blind e TS 7, pois não foram na mesma passada, além de um Melan 180 lunáticos.

– Lucas Lombarda , 1° – Andrew Adkinson , 3° – Eduardo “Jovem” Martins

WAKESKATE:

No wakeskate quem levou o primeiro lugar foi o americano Brian Grubb, que é uma lenda do wakeskate e também um dos criadores da modalidade, junto com outra lenda, o Scott Byerly. Brian mandou vários tipos shuvit no flat e no kicker, shuvit-out no Roof-Top, 360′s e blinds na base, mas a manobra que mais me impressionou dele foi um stailefish grab poke no kicker gigante (estou louco para ver uma foto), ele fez uma cavada babante para a rampa e saiu voado com muito estilo. Ronaldo Mascarenhas e Victor Benndorf ficaram com o segundo e terceiro lugar respectivamente, esses são dois que estão quebrando no wakeskate também, prometem muito!! Todos levaram como prêmio uma prancha personalizada Estrella Gallicia da PROJECT WAKESKATES.

Ronaldo “Beleza” Mascarenhas , 1° – Brian Grubb , 3° – Victor “Puc” Benndorf 

WAKEBOARD FEMININO:

Na categoria Wakeboard Feminino a atleta Fernanda Natel realizou as melhores manobras e garantiu o primeiro lugar, em segundo ficou Isabel Muffone, seguida por Ana Carolina.

RESULTADOS

Wakeboard:
1-Andrew Adkison
2-Lucas Lombarda
3-Eduardo Martins

Wakeskate:
1-Brian Grubb
2-Ronaldo Mascarenhas
3-Victor Benndorf

Wakeboard Feminino:
1-Fernanda Natel
2-Isabel Muffone
3-Ana Carolina

“O evento foi muito bom. Pudemos ver o público vibrando e assistindo wakeboard e wakeskate de pertinho. Eu e toda equipe do Naga Cable Park e da Revista Wake Brasil agradecemos muito a presença e interesse de todos com o nosso tão amado esporte”, declarou o organizador, Igor Boito. Release Trópico Comunicações

Esse tipo de evento é inovador por aqui e foi um marco na história do esporte no Brasil, esse novo formato de competição é super legal para todos os competidores, afinal todos andam várias vezes. Também considero importante destacar o potencial de atração de expectadores desse evento, diferente do barco a competição acontece na cara da galera. Esses tipos de campeonatos com certeza estimula um número maior de pessoas a cair na água. Com o crescimento do público e da visibilidade, o esporte esta se tornando cada vez mais atraente para que grandes marcas invistam no esporte  patrocinando eventos e atletas.

O Nicoboco Wake Jam ainda teve outras atrações. O evento que teve um ambiente bem descontraído com música durante todo o dia, agitou o público com o Concurso Hooters “Garota Camiseta Molhada”, estandes da Project Wakeskates e da Cerveja Estrella Galícia.

O evento tem como patrocinadores Nicoboco, Hooters, Cerveja Estrella Galícia e Faculdade FAJ. Apoio da Red Bull, Project Wakeskates, Slingshot, Prefeitura de Jaguariúna, Câmeras XTrax, Bar Blá e Outdoors Ponto Visão. Realização Revista Wake Brasil, wakebrasil.com, Natha e Naga Cable Park.

E gostaria de deixar um enorme parabéns a todos que se empenharam na organização desse evento maravilhoso!!

Para mais info acesse:

WAKE BRASIL http://www.wakebrasil.com

http://www.wakebrasil.com/Noticia/310/nicoboco-wake-jam.aspx

Visite a Página do NICOBOCO Wake Jam no Facebook e veja várias fotos do evento.

NICOBOCO WAKE JAM https://www.facebook.com/profile.php?id=100003559631681

Vídeo feito pelo Comte. Claudiones Famadas

Vídeo da TABLAS TV

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Meu primeiro e inesquecível almoço executivo.

Ah, já pensou que eu iria falar de comida! Apesar da fome que estou neste momento, esse não será o tema de hoje. Vou falar um pouco do encontro que tive nesta última quarta-feira (18/03) com o líder de marketing e comunicação da IBM, Mauro Segura.

Na semana retrasada (13/04) rolou o Marketing Day na IBM Tutóia, organizado por Luiz Buccos, de Brand Systems. O evento tinha como propósito apresentar e desmistificar um pouco do trabalho das áreas de Marketing, Comunicação e Cidadania (MCC) da IBM. Foi um dia super produtivo, a qualidade e quantidade de informação passada foi ótima. Pude entender melhor as estratégias de mercado da empresa, comunicação interna, de como fortalecer a marca nos funcionários e estimular o orgulho, a radical mudança da mídia impressa para a mídia social, o marketing de segmento e programas de geração de demanda. Isso tudo em uma ambiente um pouco mais complexo para o marketing, o B2B.

Mas…por que desse almoço, uai? Voltando a quando o evento foi anunciando, algo inesperado aconteceu, o organizador não esperava que cerca de 150 colaboradores do site de Hortolândia se inscrevessem interessados em ir para o Marketing Day e ao saber desse número logo pensei: ixe…não vai ter transporte para esse povo!   Para resumir, cito aqui o email que recebi do Luiz:

“Gostaria de deixar registrado o meu MUITO OBRIGADO por toda contribuição com a logística Hortolândia – São Paulo, sem a ajuda de vocês com o fretado (Filipe) e coordenação de caronas (Pedro) o evento não haveria alcançado tamanho sucesso. Tenho orgulho de poder contar com a ajuda de vocês no time de Embaixadores / Brand System Representatives para desafios como este. Em retribuição a sua dedicação e ajuda à Brand System, gostaria de convidá-los a almoçar com o Mauro Segura …”

Ao receber o convite fiquei perplexo! O que? Mauro Segura? Demais!! Ninguém entendia minha empolgação, acontece que desde o dia em que descobri o marketeiro dentro de mim e tenho me dedicado a essa disciplina, um dos blogs que tenho acompanhado muito é o do Mauro, A Quinta Onda, então eu já tinha um bom conhecimento e admiração por seu trabalho e suas idéias. Por isso fiquei tão empolgado com oportunidade de conversar pessoalmente com ele.

O dia D. Eu estava super nervoso, era meu primeiro contato com um executivo da empresa, engraçado isso, a gente coloca um pedestal para essas pessoas sendo que sempre convivi com grandes executivos que são pais de amigos, pai da minha namorada ou amigos dos meus pais, ou seja, são pessoais normais, eu estava nervoso a toa. E realmente a toa mesmo, o Mauro foi ótimo com o Filipe e eu, muito simpático, divertido e nos deixou super a vontade, gente boissima. A conversa fluiu tranquilamente e falamos sobre diversos assuntos, pessoais e profissionais.

Um pouco do que conversamos:

  • Marketing Day: ele pediu nossa opnião sobre o evento que rolou, o que faltou ou o que poderia ter sido melhor. E quais nossas sugestões para que o evento possa ser realizado em Hortolândia e de forma mais adequada ao público. Espero que role em breve um belo evento e ai conto como foi.
  • Estratégias de marketing da IBM Brasil: como é feito o marketing da IBM, alinhamento com as estratégias de Growth Market Units (países emergentes). As diretrizes globais e as dificuldades de adaptar um material em formato global para um público local.
  • O futuro das mídias socias e como comunicar-se com o C-Level das empresas atravéz delas: com certeza esse é o assunto predileto do Mauro. Discutimos sobre como as redes sociais são ótimos canais para se comunicar com os clientes, isso é muito bem visto nos mercados de bens de consumo que tem estratégias de marketing B2C, Coca-cola, Chevrolet e Heineken são empresas que usam muito bem suas redes sociais para se aproximar de seus clientes, mas e no caso da IBM que trabalha em um mercado B2B e seus clientes são altos executivos, diretores e gerentes? Bom, o Mauro tem uma visão muito interessante, no futuro esses lideres serão os jovens que hoje estão presentes nas redes sociais. Ponto!
  • Como estimular o orgulho de ser um IBMmista: esse assunto eu gosto muito, a IBM é uma empresa enorme, que faz muitas coisas em diferentes áreas e no fim muitos não sabem o que faz mesmo. Falamos de como passar para os funcionários quem é a IBM, o que faz, qual o propósito, como é experimentada e seus valores. Além de ser super estimulante para o funcinário saber como ele impacta o sucesso da empresa, é tambem bom para a imagem da empresa, se conseguir fazer com que as pessoas entendam a empresa e tenhão paixão pela mesma, elas vão falar bem e repassar a informação para os familiares, amigos e toda sua rede de relacionamento, pessoal e virtual.
  • Carreira: esse tema é algo mais simples, apenas pedi para o Mauro umas dicas de como desenvolver minha carreira e ele não falou nada demais além do senso comum que diz: seja transparente, alinhe com sua gerência, tenha seus objetivos bem definidos, prepare-se e capacite-se. Simples né?

Bom, para mim, que ainda me considero um girino em minha carreira, nadando para sobreviver e batalhando para evoluir, considerei essa oportunidade um grande salto profissional pela  chance de desenvolver um bom relacionamento e principalmente por compartilhar idéias e percepções com um executivo, é muito gratificante e aprendi muito. Foi uma experiência ótima e desejo muito em meu futuro profissional poder ter outras como esta e, principalmente, um dia poder proporcionar a jovens em início de carreira a mesma experiência e oportunidade que eu tive.

De lambuja ainda pudemos conhecer o Fabio Latuf Gandour – Cientista chefe do Laboratório IBM Brasil (uma figura genial e nosso cientista maluco) e o Plínio Weller Correa (um gentleman, lembro de quando ele era site Manager de Hortolândia, sempre cumprimentava todos, dava bom dia e sorria, não importando o seu cargo) – atualmente ocupa o cargo Business Development Executive. Também ganhamos o livro A Quinta Onda do Mauro Segura, uma coletânea com os melhores post do blog.

Um muito obrigado e um forte abraço para o Mauro pela agradável conversa e outro muito obrigado ao Luiz por marcar este almoço.

Encerro com uma citação de Confúcio que acho que descreve bem este encontro:

Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma idéia e troca com outra pessoa que também tem uma idéia, cada um fica com duas.

Foto: Filipe Razzo, Mauro Seguro e Pedro Amorosino

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Blues, Riffs & Stevie Ray Vaughan!

Música…epa, vamos falar dessa arte maravilhosa que muda nosso humor, nos faz mexer, pensar e se comunicar com o mundo. Adoro música, especialmente rocks antigos, blues, jazz e outros “bons” (gosto não se discute né). Um pouco por influência de um grande amigo de família e outro pouco pelo meu irmão que é um fanático por música e colecionador de vinil, aliás neste momento estou escutando o recém adquirido dos Rolling Stones, Hot Rocks 1964-1971, só som phoda nesse, fala ai Dudu!

Um pouco sobre Stevie Ray Vaughan, também conhecido como SRV, ele nasceu em Dallas em 3 de outubro de 1954, é até hoje considerado um dos mais virtuosos músicos da história, tocava sua guitarra Fender Stratocaster, a “Number One”, como ninguém. Fortemente influenciado por grandes mestres como Albert King, Otis Rush, Buddy Guy e Jimi Hendrix.

Stevie foi o principal ícone do Texas Blues, uma fusão do blues com o rock com ritmos mais “swingados”. Em 1983 gravou o álbum Texas Flood com sua banda chamada Stevie Ray Vaughan & Double Trouble, o álbum foi um sucesso e a música Pride and Joy ficou entre as Top 20.

Stevie faleceu em 27/10/1990 em um trágico acidente de helicóptero, li sobre este episódio na bibliografia de Eric Clapton, que narrava com muito pesar a perda de um grande amigo e músico. Foi logo após um show em Wisconsin onde se apresentará com Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão mais velho Jimmie Vaughan. Ele embarcou em um helicóptero, junto com alguns membros da banda de Eric Clapton, e devido a neblina o piloto decolou na direção errada e chocou-se contra uma montanha.

Uma de suas maiores características eram seus longos, poderosos e alucinantes shuffle licks (misturas de riffs) e com base nesses riffs a música Shuffle, uma mistura de diversos riffs de SRV, fui criada (improvisada) especialmente para o show A Tribute to Stevie Ray Vaughan Live onde deuses do blues e da guitarra como Jimmie Vaughan, Bonnie Raitt, Robert Cray, Buddy Guy, Dr. John, B.B. King e Eric Clapton (dois que  já tive o privilégio de ver ao vivo, fantástico!)  e o grande tecladista Art Neville fizeram uma bela homenagem a Stevie Ray. Esse álbum é uma viagem musical, aliás blues é uma viagem, você sente o que a música tem para te passar, deixa o som fluir e escuta a guitarra falando. Bom…infelizmente não sei fazer música, mas aprendi a apreciar.

Abaixo tem a música SRV Shuffle do tributo, o som já é magnifico de escutar, vendo o vídeo fica ainda melhor, repara o prazer com que esses músicos fazem o som, saca como Eric Clapton vibra no solo de Buddy Guy e se inspira para sua session, que não deixa por menos claro, veja a Bonnie Raitt apavorando no estilo bottle neck (pescoço de garrafas de cerveja que se utiliza no dedo e escorregando pelas cordas faz um som diferente), veja também as expressões de B.B. King, ele é incrível, o rei do blues. E o irmão de Stevie, Jimmie, olha como arrebenta, muito estiloso o cara, tá no sangue!

Deve ser divertido demais fazer blues. Alguém me ensina? :)

SRV Shuffle – A tribute to Stevie Ray Vaughan Live

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É possível inovar sem gastar dinheiro

Prof. Vicente Falconi – Fevereiro de 2011

1 - Sou gerente em uma companhia com sede na Europa. Com a crise por lá, a ordem por aqui é cortar custos e ampliar a margem de lucro. Com isso, os investimentos em inovação também serão reduzidos. Como obter o máximo com o mínimo investimento em inovação?
Anônimo

Recentemente estive na França para dar uma palestra e assisti ao vice-presidente da empresa fazer um apelo a seus funcionários por inovação e empreendedorismo para enfrentar a crise. Pelas perguntas que se seguiram, notei que o pessoal não havia entendido sua mensagem. Um deles perguntou, por exemplo, quanto a empresa estaria disposta a investir em dinheiro para se tornar mais inovadora. Na sequência, quando iniciei minha palestra, decidi reforçar a mensagem do vice-presidente ao deixar claro que inovar depende muito mais de atitude do que apenas de recursos financeiros. Inovar com sucesso não é necessariamente sair por aí com um sem-número de produtos inéditos.

Inovar é questionar sempre, tanto produtos como processos de uma empresa. É preciso repensá-los sempre de acordo com as necessidades de seus clientes internos ou externos. Você deverá descobrir que muitos produtos têm características que os clientes nem sentem falta e podem ser eliminadas – e, nesse caso, será possível produzi-los com custos menores. É claro que esse esforço eventualmente resulta no lançamento de um novo produto. Antes disso, a análise quase sempre aponta excessos muitas vezes facilmente extintos.

Já trabalhei muitas vezes com a revisão de processos em áreas administrativas e industriais e não é raro encontrar certos tipos de informação necessários no passado, mas que deixaram de ser úteis há muito tempo. Certa ocasião, numa ex-estatal, encontramos alguns relatórios exigidos pelo governo que não eram mais necessários há vários anos. Sem a obrigação de produzi-los, a empresa ganhou tempo e dinheiro.

Isso já é inovação. Após essa etapa, você poderá se voltar para o processo e adaptá-lo ao novo projeto do produto, incluindo novas matérias-primas ou novo designo. Deveríamos fazer isso sempre criando um clima de renovação constante. O mundo muda em torno de nós e temos de nos adaptar. O empreendedorismo é a atitude de iniciar ações, novos projetos, assumir riscos. É uma postura que se pode ter dentro da empresa ou mesmo na vida pessoal.

Repare que nas famílias sempre existem as pessoas que organizam passeios, viagens, e outras que só aproveitam ou criticam. É uma atitude. Não devemos ter medo do desconhecido, de tomar iniciativas, de ser criticado. A sociedade gira em torno de empreendimentos iniciados por quem não tem medo da vida. O mesmo vale para o sucesso das empresas.

2 – Trabalho em uma indústria que se impôs a meta de ampliar a participação de novos produtos nas vendas. Uma das medidas foi incentivar todo o pessoal a dar ideias de inovação. Como fazer algo bem-sucedido neste sentido?
Erika Rodrigues, de Porto Alegre

Você tem aí dois desafios: desenvolver novos produtos e ganhar a participação voluntária das pessoas. Muita gente fala hoje sobre maneiras mirabolantes de inovar, mas muitas vezes esquece que já existem técnicas poderosas e tradicionais para conjugar as necessidades do consumidor com os produtos e os processos da organização.

O primeiro passo é ter certeza de que todos sabem em qual direção a companhia quer inovar. Se for para aumentar as vendas e criar novos produtos (seja mercadorias, seja serviços), não custa lembrar que eles devem ser feitos para satisfazer as necessidades dos clientes. O termômetro mais preciso dessas necessidades está – ou, pelo menos, deveria estar – entre os profissionais que trabalham nas áreas de marketing e vendas (e – quando é o caso – assistência técnica). Afinal, eles estão mais perto dos clientes e dos concorrentes.

A inovação nos produtos também poderá surgir da área de design, ou de engenharia de produto, pela análise de valor e introdução de novos materiais e novas tecnologias. Depois que o novo produto é definido, é preciso estabelecer um processo para sua produção e venda. Para construir essa etapa, podem surgir contribuições do pessoal operacional.

Quanto ao desafio de ganhar a participação voluntária dos funcionários, não acredito que possa haver sugestões espontâneas nesse caso. Pela minha experiência, programas de sugestões com premiação de ideias não funcionam muito nesse caso, porque, em geral, se perde o foco naquilo que se deseja inovar. A menos que se especifiquem detalhadamente os pontos do produto ou do processo em que novas ideias são necessárias.

Acredito em sessões de brainstorming, sobre pontos específicos do processo. Existem muitas maneiras de fazer uma sessão assim – uma delas é colocar o problema, pedir a cada participante que escreva sua ideia num papel e depois, com a ajuda de um orientador, iniciar um debate de forma estruturada. Gosto do uso do diagrama de árvore – que mostra a estrutura do tema em discussão e evita que o debate não chegue a lugar algum.

Finalmente, a contribuição espontânea e dedicada de todas as pessoas acontece quando todos os funcionários, do operador ao presidente, sentem-se parte do time, fazem o que gostam e são reconhecidos por seu trabalho. A gestão de gente nas empresas brasileiras, pelo que tenho visto, ainda deve caminhar muito nesse sentidos.

Prof. Vicente Falconi é consultor e sócio-fundador do INDG.

Fonte: Revista Exame – Edição 1008 – 16/02/2012.

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NEYMAR E SEU MAIS NOVO HOBBY: WAKEBOARD!

Primeiro de tudo é um prazer poder lhes escrever através deste Blog! Segundo, se não gostarem, por favor comentem. Terceiro era a colocação do Palmeiras até a última rodada, quarto é onde ele fica até a próxima, pois ta querendo muito chegar na quinta posição, (…) 13º é onde figura os rendimentos do atleta Neymar entre todos os jogadores do mundo.
Há alguns dias atrás me deparei com uma notícia que me animou e muito. Vocês não sabem mas sou entusiasta do wakeboard, que depois do Neymar Jr. Oficial tornou-se um esporte ainda mais conhecido dos brasileiros. O príncipe da baixada santista praticou wakeboard em Santos. Parabéns Realeza! No mar é muito mais difícil que em lagos e represas! E o craque realmente esteve lá. Postou uma foto em seu twitter e comentou “Acabei de andar de #wake…” e, como bom marqueteiro que é, usou a hashtag para delírio da assessoria de imprensa da ABW que certamente soltou fogos de alegria com toda a razão. ‘YEAAAAHHHH’ como dizemos quando acertamos alguma manobra casca ou nova!

Hoje o Wakeboarding é o esporte náutico que mais cresce no mundo. Com a chegada do sistema de cabos (http://vimeo.com/15540086) na América Latina o esporte chegou a milhares de pessoas que não tem a oportunidade de comprar um barco e sair por nossos lagos queimando gasolina premium.

O meu amado esporte e agora o hobby preferido de Neymar, o wakeboard terá esse ano um bom Circuito Paulista que é o TOP do momento, o Mundial com o Circuito Mineiro, um forte Campeonato Brasileiro que já vem acontecendo há alguns anos, a melhor etapa do Brasil no Circuito Cearense de Wakeboard em Fortaleza, novos riders quebrando tudo na água e o que eu mais gosto: um circuito feminino parrudo com meninas andando bem do Brasil inteiro. Opa! Já ia me esquecendo do 1º circuito de cables do Brasil. Isso sim é novidade, mas não vou entrar muito neste assunto para não ficar chateando, pois business é business!

Boa semana a todos e aproveitem o feriadão para agendar suas aulas de wakeboard.

E um recado para o Neymar: “Peixe, na próxima liga pro Marcelo “Marreco” Giardi da que ele te ensina direitinho e sem perigo de lesão. Afinal, ninguém quer você machucado pelo wakeboard!

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Marketing e comunicação em tempo real: um tapa na cara!

Em artigo, Mauro Segura, diretor de Marketing e Comunicação da IBM comenta as mudanças impostas pela internet na vida das empresas.

Ler o livro “Marketing e Comunicação em Tempo Real” de David Meerman Scott, publicado pela Editora Évora, foi um tapa na cara. Todo profissional de marketing e comunicação precisa ler esse livro… várias vezes.

A minha primeira reação foi uma vontade enorme de jogar no lixo o meu exemplar da 3a. edição do livro “Administração de Marketing” de Philip Kotler, impresso em 1994, cheinho de marcações pessoais, que eu ainda guardo na minha estante empoeirada. Depois pensei em escondê-lo para não correr o risco de um estudante qualquer reaproveita-lo. Enfim, é claro que estou brincando, mas David Meerman Scott questiona seriamente dogmas instituídos pelos profetas do marketing, alguns julgados incontestáveis e apresentados como pilares inabaláveis em qualquer curso de marketing e comunicação.A bem da verdade, o tal dos 4 P’s de marketing já vêm sendo questionados há muito tempo. Já apareceram outros Ps como “People”, “Process”, “Perception”, Personalização, Pesquisa e todos os outros “Ps” que os estudiosos de marketing conseguiram encontrar no dicionário.

Porém, ninguém havia falado até então de forma tão contundente sobre a relevância do Tempo na atividade de marketing e comunicação, a ponto de escrever um livro sobre o tema. E isso muda muita coisa. O Tempo faz o velho ditado “O excelente é inimigo do bom” funcionar como uma base do marketing moderno. Ser ágil pode ser muito mais importante do que ser preciso. Chegar primeiro pode fazer toda a diferença, mesmo que você chegue de bermuda e camiseta numa festa de smoking. Por trás disso está a internet. Como citado no livro, “a internet mudou fundamentalmente a escala de tempo dos negócios”. Essa mudança no ritmo da sociedade, não só dos negócios, tem por detrás “a diminuição drástica do fator tempo, amplificando radicalmente a importância da velocidade”. O problema é que as empresas ainda são comandadas por pessoas da era pré-internet, enquanto que a nova geração de consumidores e funcionários nasceram, vivem e respiram a internet a cada minuto. Por conta disso, as expectativas dessa nova sociedade estão aumentando. A geração Y é o principal exemplo, já que tempo de espera é algo não assimilado por essa geração. Esse choque de perspectivas vem causando transformações interessantes no mundo dos negócios e do trabalho.

Segundo David, o planejamento de marketing continua sendo importante, mas a flexibilidade e a capacidade de reação passam a ser uma vantagem competitiva indispensável. Isso sempre foi coberto pelos livros dos gurus de marketing, mas quase sempre no rodapé das páginas e de forma marginal. Qualquer planejamento é feito em cima de um cenário estático e de um conjunto de premissas, mas o mercado é dinâmico, o mundo online em tempo real da web faz tudo mudar o tempo todo. Reconhecer “uma situação com potencial para se tornar um bola de neve, avaliar os possíveis desdobramentos” e estar preparado para reagir passa a ser um diferencial importante para as empresas, independentemente se essa situação for uma ameaça ou uma oportunidade para a organização. Saber aproveitar cada momento é a nova dinâmica do mercado extremamente competitivo que vivemos hoje.

David afirma que “a mentalidade em tempo real não está na agenda corporativa ou no currículo das escolas de negócios”. E isso parece ser verdade mesmo. Os executivos, de forma geral, não gostam de tomar decisões rápidas. Eles procrastinam pois super valorizam os riscos e minimizam os possíveis benefícios. Querem ter todos os detalhes avaliados, escritos no papel, antes de qualquer tomada de ação. Mas não é só isso. As empresas cada vez têm organizações mais complexas, onde as decisões normalmente não ficam nas mãos de uma única pessoa. Decisões corporativas exigem reuniões, avaliações dos “especialistas”, aprovações de várias linhas organizacionais, e enquanto a empresa fica no “vai e fica”, aquela oportunidade especial de mercado escorre pelo ralo. Isso ocorre todos os dias nas empresas.

Mesmo com todas as ferramentas tecnológicas modernas de comunicação, as empresas ainda patinam em suas estruturas funcionais e no tradicional excesso de cautela. Na nova equação de competitividade, a empresa moderna terá que saber combinar melhor planejamento e análise com velocidade e agilidade. Mas essa equação não funciona em qualquer organização. Para uma empresa ganhar velocidade e agilidade, ela precisa trabalhar de forma descentralizada, dar mais autonomia e poderes para os seus funcionários, fazer a organização funcionar de forma mais fluida, cultivando a cultura da co-responsabilidade e do foco total no cliente. Isso significa uma cultura de transparência e colaboração.

Como esperar que uma empresa fechada, com cultura hierárquica, tenha velocidade? Como uma empresa pode ter agilidade se tudo passa pela aprovação do chefe? Ou seja, a cultura corporativa pode ser uma barreira e tanto. As empresas devem estimular os funcionários a tomarem decisões, com rapidez, mesmo que sejam decisões individuais se necessário, tendo a certeza que sua empresa apoia e admira esse tipo de atitude. Criar um ambiente colaborativo, onde os funcionários se sentem confiantes para agir com autonomia, nas situações imprevistas e nas oportunidades, assumindo riscos, pode exigir uma mudança cultural da empresa, o que não é simples e fácil. É aí que as empresas caem numa armadilha, pois muitas delas confundem mentalidade em tempo real e colaboração com a implementação de ferramentas. As empresas criam uma página no facebook e se põe no twitter, mas esses são apenas os meios, o importante é mudar a mentalidade ao novo ambiente que essas ferramentas propiciam. Caímos de novo na vertente da cultura corporativa.

Uma das conseqüências mais fascinantes do marketing em tempo real é a quebra de um conceito antigo: a separação das disciplinas de marketing e comunicação. Muitas empresas ainda privilegiam comunicação externa (RP) em detrimento da comunicação interna. RP para algumas empresas é Relações com a Imprensa, o que é muito diferente do RP de Relações Públicas. No mundo atual tudo isto está se misturando numa velocidade incrível. A separação das disciplinas é algo com os dias contados. As empresas ainda vão demorar um tempo para descobrir isso em função da inércia corporativa, mas a confluência e a junção das disciplinas serão inevitáveis.

Um dos momentos em que as empresas descobrem que está tudo misturado é na crise. São nos períodos de dificuldade que as diversas áreas de uma organização têm que sentar juntas para se coordenar. Por que, então, não trabalhar também juntas nas oportunidades? Aliás, são nas crises que a mentalidade em tempo real aparece com mais força nas empresas. As mídias sociais trataram de aumentar essa criticidade. Mas, como diz David, “se são nas mídias sociais onde o fogo da crise se alastra primeiro e mais rápido, também é ali que estão as substâncias que retardam o fogo”. “A empresa precisa atuar de forma ágil, honesta, abrangente, segura, tanto nas mídias que controla (seu site, sua página no facebook, seu twitter, etc) quanto nas comunidades abertas”. Numa crise, têm determinados momentos que a sociedade e seus clientes esperam pela resposta e pelo posicionamento da empresa. Não deixe passar esse momento. Depois Inês estará mais do que morta.

David apresenta uma proposta ousada, que eu simplesmente adorei: a criação de um cargo sênior chamado “diretor de comunicações em tempo real”. O conceito é simples. A implementação do marketing e comunicação em tempo real é tão desafiante e complexa, que a maioria das empresas vai realmente precisar de um profissional de alto nível, com autonomia e capilaridade de atuação, e também com legitimidade perante o ecossistema de entidades que se relaciona com a empresa (clientes, fornecedores, parceiros, etc). David lembra que na década de 1990, quando as empresas falavam na necessidade de um novo profissional, surgiu o webmaster. Lembra disso? Hoje, as empresas estão nomeando especialistas e estrategistas de mídias sociais, mas isso é pouco para o desafio que se espera na área dentro das empresas. O cargo somente ganhará importância, relevância e eficácia se vier atrelado com autonomia, recursos e compromisso da organização. Será uma jornada de transformação, e por isso a tarefa não poderá ser liderada por qualquer pessoa, tem que ser por alguém sênior e experiente. Ironicamente, no tempo da publicação desse livro, muitas empresas ainda entregam sua estratégia e execução em mídias sociais para estagiários e funcionários com pouca experiência e bagagem profissional. Essa é uma mensagem muito ruim para a organização e para os seus clientes.

Ao analisarmos os dez sites com maior tráfego na internet no mundo, descobrimos que sete são sites de mídia social e três são sites de busca. Apesar das empresas ainda realizarem um acanhado investimento publicitário nas mídias sociais, elas já descobriram que o futuro na atividade de relacionamento com os clientes está ali. Uma pesquisa publicada no final de 2010 concluiu que mais de 70% dos consumidores apontam as mídias sociais como o melhor canal para se relacionar com as empresas. Isso é ótimo, pois as mídias sociais permitem às empresas conhecer melhor seus clientes, suas preferências, sua avaliação sobre a marca, produtos e serviços. Mas como capturar milhares ou milhões de feedbacks e percepções esparsas na grande web e transforma-los em conhecimento e relacionamento de real valor? David desenvolve o conceito de Web Social, que é a aplicação de tecnologias de busca, classificação, análise semântica e de inteligência de negócios para analisar as conversas distribuídas sobre um produto ou empresa, com intuito em quantificar a tendência da percepção e influência de cada conversa. O marketing, com claro viés de publicidade, sempre foi muito de falar via sua propaganda e pouco de ouvir os clientes. Agora entrarmos na era de escutar e conversar, em tempo real. Bem-vindo ao novo marketing!

Acredito firmemente que os líderes de marketing e comunicação das empresas já estão mais do que conscientes de que velocidade e agilidade são importantes para o seu sucesso, mas a grande dificuldade por trás disso é a tomada de decisão. Na maioria das vezes, o verdadeiro dilema é a falta de elementos e informações para uma avaliação adequada, rápida e “mais ou menos” segura. Tomar decisão no escuro é muito difícil, por isso o marketing cada vez mais será encarado como uma ciência. Vai aumentar tremendamente o foco na coleta e análise de dados. Ferramentas tecnológicas, softwares e plataformas, cada vez mais sofisticadas, estão sendo adotadas pelas empresas, independentemente do tamanho da organização. Conhecer melhor cada cliente e o mercado, suas preferências e necessidades, será uma ciência analítica e o profissional de marketing do futuro será um sujeito apaixonado por isso.

Imagino o profissional de marketing sentado na frente de um cockpit, tomando suas decisões com base em indicadores e informação online. Parece um sonho? Não, não é um sonho. As empresas estão inundadas de dados. A grande dificuldade delas é juntar tudo que tem disponível de forma organizada, confiável e ”real time”. Esse é o futuro. E esse futuro vem a galope. Softwares de “automação de marketing”, que conseguem analisar enormes quantidades de dados, já estão aparecendo e ficando disponíveis. Quanto maior o conhecimento e a disponibilidade de dados você tiver, maior será a sua capacidade para tomar decisões inteligentes no tempo correto, de forma ágil e segura.

Mas e a imagem daquele tradicional profissional de marketing criativo e intuitivo, como fica? Não se desespere. Isso ainda será muito necessário. Mas nem isso ficará imune aos novos tempos. Se você é profissional de marketing, vai lá nos seus velhos livros na estante e veja os capítulos que falam sobre gestão de marca. Você vai ver que muita coisa mudou e continua mudando. Os métodos e processos tradicionais, muitos deles ainda aplicados pelas empresas, parecem estar desconectados com o mundo em que vivemos.

Agora, a marca não pertence mais à empresa. Ela é construída e reconstruída em “real time” pelos seus clientes, são eles que falam e moldam a sua marca. A empresa não tem mais a propriedade da marca. Infelizmente o orçamento de marketing das organizações, especialmente o publicitário, não consegue mais ser tão eficaz quanto nas décadas passadas. E tende a piorar. Bem-vindo ao futuro. Enfim, acho melhor eu procurar um outro emprego pois o marketing não é mais aquele que aprendi na escola e nos meus anos de trabalho.

O texto acima foi adaptado do posfácio original contido no livro “Marketing e Comunicação em Tempo Real”, David Meerman Scott, Editora Évora.

Por Mauro Segura

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Mundo da Mafalda

Muitos estão dizendo por ai que hoje, 15 de Março de 2012, a garotinha questionadora Mafalda completa 50 anos. Engano este, existem muitas datas para a Malfada, em 1962 ela foi criada, mas não chegou a ser publicada, então em 29 de Setembro de 1964 ocorreu sua primeira públicação oficial na revista Primera Plana, mas devido a algumas desavenças legais logo foi cancelada e voltou a ser publicada em 15 de Março de 1965 no jornal El Mundo de Buenos Aires.

Segundo o próprio criador da personagem, o argentino Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido como Quino, ele considera como o nascimento de Malfada a data de sua primeira publicação oficial, 29 de Setembro de 1964, sendo assim em 2014 a personagem completará 50 anos, mas ainda continua sendo a mesma menina questionadora, irónica e politica de sempre, revoltada contra o mundo e preocupada com a humanidade.

A menina que odeia sopa e adora os Beatles e o desenho Pica-Pau fez muito sucesso devido a sua astúcia e visão humanista, sempre questionando o mundo à sua volta e levando a reflexões irônicas e divertidas sobre o progresso da humanidade, os valores morais e a paz mundial. Apesar de sua publicação ter sido interrompida nos anos 70, Mafalda teve mais de 20 livros publicados em diversos idiomas e centenas de tirinhas traduzidas para mais de 30 idiomas e até hoje é muito adorada por seus fãs.

Mais recentemente o cartunista argentino, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso em alguns cartuns o seu sentimento. A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.


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